Trabalho E Sobrevivência De Africanos E Afrodescendentes Em Desterro Na Década Da Abolição
Por: Haroldo Silis • 18/3/2024 • Monografia • 13.271 Palavras (54 Páginas) • 93 Visualizações
UNIVERSIDADE DO ESTADO DE SANTA CATARINA – UDESC
CENTRO DE CIÊNCIAS DA EDUCAÇÃO – FAED/CCE
DEPARTAMENTO DE ESTUDOS GEO-HISTÓRICOS – DEGH
“Carroceiros, quitandeiras, marinheiros, pombeiros e outras agências”:
Trabalho e sobrevivência de africanos e afrodescendentes
em Desterro na década da abolição”
Acadêmico: Haroldo Silis Mendes da Silva
Orientador: Prof. Paulino de Jesus Francisco Cardoso
Florianópolis, 2001
“Carroceiros, quitandeiras, marinheiros, pombeiros e outras agências”:
Trabalho e sobrevivência de africanos e afrodescendentes
em Desterro na década da abolição”
Monografia elaborada sob orientação do Prof. M.sc. Paulino de Jesus Francisco Cardoso e apresentada a banca examinadora do Curso de História do Centro de Ciências da Educação da Universidade do Estado de Santa Catarina, como critério parcial para obtenção do grau de bacharel em História.
Florianópolis, julho de 2001.
Agradecimentos
Gostaria de agradecer à todos os bolsistas Universidade Federal de Santa Catarina que trabalharam no Arquivo Municipal de Florianópolis durante o período da pesquisa, ao pessoal do Arquivo do Fórum Municipal de Florianópolis, do Arquivo do Estado de Santa Catarina, Arquivo do Tribunal e Cartório Kotzias que, na medida do possível, colaboraram para proporcionar a melhor comodidade no tempo em que os freqüentei.
Gostaria de prestar meus sinceros agradecimentos aos professores Itamar Siebert pela força que me deu nesse último semestre e a professora Maria Teresa Santos Cunha. Agradeço também a professora Fabiana Comerlato por convidar-me juntamente com o Grupo de Pesquisa Multiculturalismo para apresentar nossas pesquisas na 6ª fase de História/UDESC.
Gostaria de agradecer ao meu grande parceiro Alexandre Martins por fornecer-me as fotos de que precisava para ilustrar minha pesquisa.
Não poderia esquecer também de agradecer imensamente ao professor Paulino de Jesus Francisco Cardoso por convidar-me para fazer parte do Grupo de Pesquisa Multiculturalismo: história, educação e populações de origem africana, convite este que ocorreu num desses encontros casuais no hall da Faed, num belo dia ensolarado qualquer, por volta do mês de março de 2000; aos grandes amigos que formei dentro do grupo (em ordem alfabética): Cláudia Mortari, Clemente Gentil Penna, Daniela Sbravati, Elizabeth Maria Espíndola, Fabiano Dauwe, Fernanda Bianca Gallo Gonçalves, Juliane Brignol, Patrícia Ramos Geremias e Viviane Poyer, por contribuíram de certa forma para a realização desta pesquisa.
O trabalho e a escravidão[1]
A 15 de novembro de 1887 os fazendeiros paulistas promoveram alí um “meeting” para examinar a questão do elemento servil. Antônio Prado propôs a alforria geral, com a condição de prestarem os escravos aos antigos senhores três anos de serviço. Campos Sales é mais radical e, a propósito da fuga, exclama:
— Não, senhores; o escravo não foge ao trabalho, mas foge ao cativeiro.,
E a um aparte contrário:
— Não é a pena do trabalho, que o impele; é sim, o horror da escravidão!...
Gostaria de dedicar este trabalho
à memória de meus dois irmãos:
Carlos Eduardo Mendes da Silva e
Haílton Clístenes Mendes da Silva.
SUMÁRIO
- Sumário de Figuras
Figura da capa: FOSSARI, Domingos, Florianópolis de Ontem. – Florianópolis: FCC Ed., 1985
Figura 1: Praia do Mercado, fins do século XIX - Fonte: Eugênio Alfredo Müller e Wilfredo de Oliveira......................................................................................................11
Figura 2: Rua Conselheiro Mafra - Fonte: Banco de Imagens da Franklin Cascaes...........16
Figura 3: Rua do Príncipe, atual Rua Conselheiro Mafra, entre as ruas do Ouvidor (Deodoro) e da Paz (Jerônimo Coelho) - Fonte: Eugênio Alfredo Müller e Wilfredo de Oliveira..........................................................................................................................20
- Sumário do Texto
Apresentação......................................................................................................................7
Capítulo 1 - “(...) por onde como quando e porque”
Perfil da cidade de Desterro......................................................................................10
Capítulo 2 - “Enfim, as agências: Carroceiros, quitandeiras, lavradores, pombeiros...”..28
As Profissões.................................................................................................................29
Organização do trabalho................................................................................................39
Considerações finais............................................................................................................49
Fontes...................................................................................................................................51
Referências Bibliográficas..................................................................................................53
Apresentação
Em pesquisa preliminar iniciada no segundo semestre de 2000, para minha grata satisfação pude perceber a existência de documentação suficiente para a realização de uma investigação sobre as populações de origem africana em Florianópolis. Após ser selecionado para o cargo de bolsista de extensão sob a orientação do professor Paulino de Jesus Francisco Cardoso[2] para desenvolver o projeto “Memorial Antonieta de Barros – Centro de referência sobre a Memória e História das populações de origem Africana em Santa Catarina”, pude no exercício da função apreender e catalogar os mais variados materiais sobre estas populações. O que me levou a refletir acerca da pouca produção historiográfica sobre as populações de origem africana em terras catarinenses, em especial no pós Abolição.
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