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Psicologia Atividade

Por:   •  29/3/2025  •  Trabalho acadêmico  •  1.397 Palavras (6 Páginas)  •  9 Visualizações

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  1. O que é subjetividade? (Texto Cap.1 de Ana Bock).

R: A subjetividade é um tipo de conhecimento, mais especificamente da psicologia, que estuda as noções dos indivíduos como um todo, não somente aspectos cognitivos como também aspectos emocionais, sociais e até mesmo espirituais. A subjetividade caracteriza-se por aspectos de cunho coletivo e individual. Coletivo porque nossas particularidades vão se constituindo a partir de desenvolvimentos e vivências nas relações sócio-históricas e culturais e os elementos em que a constituem são experienciados no campo comum da objetividade social, e é uma síntese composta no ser humano que o faz diferenciar-se dos outros indivíduos, tendo características pessoais, estimulando consequentemente o critério individual.

A subjetividade ainda pode ser entendida como um conceito da psicologia que busca entender e decifrar complexidades do comportamento humano e como o indivíduo vive e experimenta o mundo de uma maneira exclusiva. A subjetividade é também caracterizada como um conjunto de sentimentos, emoções, ideias, percepções, comportamentos, sonhos, sobretudo aspectos psíquicos e cognitivos. Todas essas são características obtidas a partir de vivências sociais, fato que denota a subjetividade como não inata, já que é aprendida, desenvolvida e otimizada ao longo do tempo e ao longo de compartilhamentos interpessoais com o mundo exterior. Logo, a subjetividade não pode ser hereditária e nem biológica, mas sim como algo coercitivo e anterior.

  1. Como a subjetividade é produzida? Como se dá esse processo de subjetividade ou subjetivações? Como esse processo está relacionado ao Capitalismo Mundial Integrado na produção de sujeitos conformados e massificados? De que modo podemos ir de encontro a essa massificação e controle da subjetividade capitalista? (Texto “Produzir subjetividade: o que significa?” de Leonardo Barros e Liciana Miranda).

R: Ao considerarmos a subjetividade como um fluxo contínuo de sensações, valores e formas de consumo literalmente fabricados no entrecruzamento de instâncias sociais, técnicas institucionais e individuais, estamos radicalizando as possibilidades de engendramento de subjetividades. A subjetividade é produzida basicamente por agenciamentos coletivos de enunciação. Isso significa um conjunto de relações materiais coletivas, já que essa expressão extingue a ideia de um caráter propriamente individual, havendo uma descentralização no aspecto individualista. Subjetividade é produzida durante o cotidiano, como interações familiares, por exemplo. A subjetividade agora é produzida não mais baseada no sujeito individual, mas na junção de objetos interligados atuando na formação de um gosto, percepção, modo de viver e de sentir. Implicam o funcionamento de máquinas de expressão que poder ser tanto de natureza extra pessoal, extra individual, quanto de natureza infra-humana e infra psíquica.    

A subjetividade se dá na relação do sujeito com o mundo externo, um processo mediado pela linguagem e contexto histórico cultural. Esse regime se dá pela influência de fatores sociais, culturais e econômicos, se perpassa a ideia básica de o hábito adquirir hábitos. A subjetividade e as subjetivações se dão a partir de um procedimento de interações com o ambiente, experiências socioculturais, sobretudo é um processo que está entrelaçado a um aspecto coercitivo e exterior.

A subjetividade ganhou grande notoriedade no sistema capitalista durante a contemporaneidade, já que existe um cenário mundial onde se vive o extremo recrudescimento do individualismo, assim a produção de uma subjetividade massificada é vendida como promessa de singularização para milhões de sujeitos, além da busca prioritária de bens e riquezas que são as referências e bases de tudo que transcorre entre interações humanas. A mercantilização e a massificação dos modos de vestir-se, de se alimentar, de consumir produtos, do próprio corpo, são todos esses, padrões impostos pela sociedade que tem o poderio de corromper e alienar os indivíduos. O capitalismo integrado produz sujeitos massificados, conformados e moldados pela cultura de consumo e lógica do mercado. A subjetividade no capitalismo se caracteriza principalmente pela busca de produtos para alcançar um determinado sucesso e lucro, perpassando um grande caráter individualista.

Contudo, é possível ir de encontro com essa máquina de produção de subjetividade que produz ideia de subjetivação singular e teorias impostas pelo sistema capitalístico que induzem a alienação e massificação padronizada dos indivíduos. É através de práticas de sensibilidade, modos de relação com o outro, modos de produção que prezam a criatividade e coletividade de experimentos compartilhados com o mundo. É também necessário questionar e desafiar “normas” impostas pelo mercado e sistema capitalista, além de obter uma melhor reflexão da consciência e de nós mesmos fazendo críticas às estruturas e imposições plantadas sobre os indivíduos. Logo, a tentativa de uma busca na produção colaborativa que valoriza, em geral, a coletividade ao invés da competição individualista frente ao mercado, poderia ser uma grande ação contra a massificação e controle da subjetividade capitalista.

  1. Como a subjetividade foi se construindo desde a Idade Média até hoje e como isso está relacionado à produção da Psicologia científica? (Texto de Luís Claudio Figueiredo). 

R: A subjetividade perpassa da idade média e persiste até os dias de hoje. Está relacionada a um conjunto de mudanças, movimentos culturais, sociais e científicos. Durante a idade média tinha-se um tipo de subjetividade que começou a ganhar notoriedade, a subjetividade privatizada. A esse tipo de subjetividade, obtinha-se uma ideia de que um indivíduo tinha uma vida anterior, única e inacessível aos outros. Posto isso, que na idade média, a subjetividade humana era caracterizada pelas pessoas serem submetidas a uma ordem e autoridade superior que as amparavam e mantinham costumes e regras morais, e que regulavam a tomada de suas decisões. Isso explica que a subjetividade durante a idade média, estava centrada em Deus, como o centro do universo. Nesse contexto, praticamente todas as atitudes e decisões tomadas pelos indivíduos tinham uma relação direta com princípios de autoridades e obediências religiosas. Porém, logo após esse período, houve o surgimento de movimentos que foram responsáveis por alterar a ideia central gradativa de subjetividade. Houve reações racionalistas e empiristas, que trataram de estabelecer novas bases seguras para explicar todas as coisas, desde crenças, ações e fenômenos observados. Com a formação do renascentismo e do iluminismo, a teoria pautada anteriormente no teocentrismo, ganhou novas capacidades e teve a ideia principal de que a subjetividade estava relacionada com o racionalismo das coisas e a tomada de decisões independente de autoridades ou obediências vinculadas a fé religiosa. O romantismo também foi outro movimento que teorizou mais ainda o conceito de subjetividade, uma vez que, mesmo com o surgimento de teorias racionalistas e empiristas, a subjetividade pautada na religião, não teria se extinguido completamente, mas tinha perdido forças. O romantismo baseou-se numa corrente que aprimorou e desenvolveu o conhecimento empírico metodológico e pessoal. Diante desses movimentos, a igreja começou a perder forças, seguidores e incentivos, e o mundo passou a ter uma ideia de que o homem agora, seria o centro do universo, ocorrendo consequentemente a mudança do pensamento religioso para uma teoria mais racional e experimental. Nesse sentido o mundo deixou de ser visto como um objeto sagrado e passou a ser visto como um objeto de estudo científico do homem.

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