Resenha Influências filosóficas para a psicologia
Por: Marcilene Gonçalves • 13/5/2018 • Resenha • 2.109 Palavras (9 Páginas) • 367 Visualizações
FACULDADE MAURICIO DE NASSAU- UNINASSAU
CURSO DE PSICOLOGIA
DISCIPLINA TEORIA E SISTEMAS
RESENHA
ALUNA: MARCELLY NAZARÉ GONÇALVES FASCIO
TURMA: 1NMA
Belém
2018
Muitos foram os filósofos e cientistas que estudaram o fenômeno da mente-corpo: psique para uns, alma e ou consciência para outros. Todos, em comum, tinham a ideia de que, os organismos vivos apresentariam certa diversidade de processos psicológicos básicos, que moldavam seu comportamento no individual ou grupal. A psicologia como ciência procurou desta forma, compreender a natureza do homem, seus desejos, esperanças, medos, aptidões e limitações.
Para que desta forma descobrisse porque os indivíduos fazem as coisas que fazem, compreender a capacidade humana de adaptação ao seu meio, a natureza da inteligência do homem, as causas originais de seus conflitos internos, o seu comportamento animal social.
Podendo se enumerar diversas indagações a respeito da natureza humana, a seguir neste estudo se observa algumas explicações para as inquietações expostas.
Em o livro “ história da psicologia moderna”, de Duane P. Schultz e Sidney Ellen Schultz, no capitulo “influências filosóficas para a psicologia”, conhecemos não apenas as grandes idéias do século como também extraordinárias contribuições filosóficas para a época e assim para a história da psicologia.
Trata-se de grandes e inovadoras maneiras de análises mentais e comportamentais do ser humano inicialmente voltado para o espirito do mecanicismo, o qual por meio de uma grande quantidade de máquinas era empregada nas tarefas diárias para complementar a força muscular do homem, libertando a sociedade da dependência da força humana, sendo as máquinas aceitas como parte natural da vida cotidiana.
Ainda que seja difícil, inicialmente, o capítulo é narrado para a obtenção da compreensão da relação existente entre o desenvolvimento da tecnologia e a história da psicologia moderna, sendo ela direta e inevitável, já que os princípios introduzidos em máquinas exerceram grande influência na direção tomada pela nova psicologia.
Talvez isso explique a importância do espirito do mecanicismo, que são processos naturais determinados mecanicamente por meio de explicações pelas leis da física e da química, e o quanto isso consistiu na base que nutriu a nova psicologia, enxergando o universo como uma grande máquina e assim se tornou o fundamento filosófico do século XVII, ou seja, sua força contextual básica.
Tendo em vista a vasta afeição pelas máquinas mesmo em tempos mais remotos, é clara uma leitura inusitada e, também extraordinária quando feita a metáfora do relógio e os métodos científicos como forma de explicar o funcionamento do universo físico, ocorrendo a mistura da humanidade comparada a máquinas regulares e previsíveis.
Contudo, os cientistas acabam submetendo a “causa” e “perfeição” à Deus, que fez o universo com perfeição e que acreditavam que se dominassem as leis de funcionamento dele, preveriam o comportamento futuro. A comparação dele com o relógio abrange a ideia do determinismo que é a doutrina que afirma serem os atos determinados pelos eventos do passado.
Com os avanços pode se perceber que não é difícil perceber as estruturas e funcionamentos e, essa idéia levou os cientistas a popularizarem o conceito de reducionismo, que é a doutrina que explica os fenômenos em um nível (ideias complexas) no que se refere a fenômenos de outro nível (ideias simples).
Em meio a muitas inovações, foi adotado os autômatos como modelos para os seres humanos, pois segundo muitos filósofos o ser humano funcionava assim como o universo, ou seja, igual ao mecanismo do relógio.
Enquanto os autômatos imitavam os atos físicos humanos, a calculadora de Babbage simulava as ações mentais do homem.
Ainda no século XVII, pode se observar a evolução extremamente abrangente e diversificada na ciência, com busca de respostas no passado, ainda nesse século uma nova força ganhava cada vez mais importância: O EMPIRISMO, caracterizado como a busca do conhecimento mediante a observação e experimentação.
Entre os vários estudiosos que marcaram o período, destaca-se René Descartes, que contribuiu diretamente para a história da psicologia moderna, ao aplicar a noção do mecanismo do relógio ao corpo humano. Seu trabalho mais importante foi a tentativa de resolver o problema “mente-corpo”, ao afirmar que a mente era maior do que se acreditava e a relação entre eles era mutua e não unilateral, concentrando-se na dualidade físico-psicológica esse entre muitos outros foi um assunto de diversas discussões por intelectuais de como a mente ou as qualidades mentais podiam se diferenciar da do corpo e de todas as demais qualidades físicas.
René também foi definido como autor da teoria de reflexo, essa teoria e precursora da moderna psicologia behaviorista de estímulo-resposta, cuja ideia consiste na possibilidade de um objeto externo (estimulo) provocar uma resposta involuntária, como a perna que salta quando o médico bate o joelho com um pequeno martelo. O comportamento reflexo não envolve pensamento nem processo cognitivo: parece ser mecânico ou automático.
A doutrina de ideias de Descartes também exerceu profunda influência no desenvolvimento da psicologia moderna. Ele afirmava ser a mente produtora de dois tipos de ideias: IDEIAS DERIVADAS, que consistem na aplicação direta de um estímulo externo e IDEIAS INATAS, que surgem da mente ou consciência, independente das experiências sensoriais ou de estímulos externos. Assim, compreende- se que com Descartes foi possível compreender certas ideias aplicadas ao corpo humano, como o mecanicismo.
Após algum tempo, vieram as bases filosóficas de uma nova psicologia, sendo a primeira delas feita por Auguste Comte, que em meados do século XIX ao terminar o longo período da psicologia pré-científica fez com que ocorresse o aparecimento de um novo espírito: o POSITIVISMO, uma doutrina que reconhecia somente os fenômenos naturais ou fatos objetivamente observáveis.
Ainda nesse período, outras ideias filosóficas também sustentavam o positivismo antimetafísico, era ela a doutrina do materialismo, essa doutrina considerava os fatos do universo como suficientemente explicados em termos físicos pela existência e natureza da matéria.
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