PRINCIPAIS FATORES DE RISCO E COMPLICAÇÕES MATERNAS NAS DOENÇAS HIPERTENSIVAS ESPECÍFICAS DA GESTAÇÃO - DHEG
Por: Wverllando • 10/10/2016 • Pesquisas Acadêmicas • 1.336 Palavras (6 Páginas) • 1.322 Visualizações
CENTRO UNIVERSITÁRIO UNIEURO[pic 1]
LAIENA COSTA SILVA
LUCIGLEICI ANTONIO DA PENA
PRINCIPAIS FATORES DE RISCO E COMPLICAÇÕES MATERNAS NAS DOENÇAS HIPERTENSIVAS ESPECÍFICAS DA GESTAÇÃO - DHEG
BRASÍLIA
2015
LAIENA COSTA SILVA
LUCIGLEICI ANTONIO DA PENA
PRINCIPAIS FATORES DE RISCO E COMPLICAÇÕES MATERNAS NAS DOENÇAS HIPERTENSIVAS ESPECÍFICA DA GESTAÇÃO – DHEG
[pic 2]
BRASILÍA
2015
SUMÁRIO
- INTRODUÇÃO..................................................................................................4
- OBJETIVOS......................................................................................................62.1Geral............................................................................................................6 2.2Específico....................................................................................................6
- JUSTIFICATIVA................................................................................................7
- HIPÓTESE........................................................................................................8
- METODOLOGIA...............................................................................................9
- CRONOGRAMA..............................................................................................10
- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................11
- INTRODUÇÃO
A gestação é um processo natural que envolve varias mudanças fisiológicas onde podem evoluir nesse período alguns desafios. Uma das doenças mais comuns na gestação é a hipertensão, chamada de Doença Hipertensiva Específica da Gestação (DHEG). Esta hipertensão gestacional se diferencia da hipertensão crônica. A pressão da gestante fica elevada após a 20ª semana de gestação e considera-se como DHEG a constatação de uma PA de no mínimo 140/90 mmHg, com proteinúria significativa. ( Peixoto et al; 2008).
A doença, se não tratada, pode evoluir para três níveis de complicações: Pré-eclâmpsia, eclâmpsia e síndrome de Hellp. Na Pré-eclâmpsia aparecem hipertensão arterial somada à proteinúria, podendo ainda acontecer edema patológico leve a moderado. Na eclâmpsia, surgem crises convulsivas acompanhadas de proteinúria e edema patológico. Na Síndrome de Hellp, acontece uma anemia causada pela autodestruição (hemólise) do sangue, elevação das enzimas hepáticas e plaquetas baixas (plaquetopenia). (Silva et al; 2011).
A etiologia da doença hipertensiva específica da gestação está relacionada a fatores extrínsecos: raça, idade, nível sócio econômico, obesidade e hipertensão arterial. Também fatores intrínsecos ou obstétricos: primiparidade, gestações com maior massa placentária, sobredistensão uterina e gravidez ectópica avançada. (Revista de educação, meio ambiente e saúde, 2008)
Segundo Ministério da Saúde e Sistema de Informações sobre Mortalidade. A Síndrome Hipertensiva Gestacional é uma importante complicação da gestação, estando entre as principais causas de morbimortalidade materna e fetal em especial em países em desenvolvimento. (BRASIL, 2009)
Foi demonstrado por Vega, Kahhale e Zugaib (2007) que, em função da doença, a realização de um pré-natal de qualidade e o atendimento apropriado da gestante hipertensa no parto e no pós-parto são medidas fundamentais para um melhor controle desse evento, tornando-se primordial para a redução das complicações da hipertensão no ciclo gravídico-puerperal que geralmente determinam altos índices de mortalidade materna.
A Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia (2007) Apontam que: Existem diversos fatores que aumentam o risco de desenvolver as DHEG, como diabete, doença renal, obesidade, gravidez múltipla, primiparidade, idade superior a 30 anos, antecedentes pessoais ou familiares de pré-eclâmpsia e/ou hipertensão arterial crônica e raça negra.
A DHEG, conforme afirma Peixoto et AL; 2008, pode apresentar evolução distinta. Pré-eclâmpsia – quando aparece apenas hipertensão, edema e/ou proteinúria. A pré-eclâmpsia, isolada ou superposta à hipertensão arterial crônica está associada aos piores resultados, maternos e perinatais, das síndromes hipertensivas. Hipertensão Arterial é a elevação da pressão para números acima dos valores considerados normais. Define-se hipertensão, na gravidez, quando há um aumento, na PA sistólica, superior a 30 mmHg; e/ou na PA diastólica, superior a 15 mmHg, do valor normal da cliente, conhecido previamente, confirmado após duas medidas, com intervalos de, no mínimo, 4 horas, com a gestante sentada, em repouso. A proteinúria é a presença de 300 mg ou mais de proteínas na urina em uma coleção de 24 horas.
O edema, quando existente, pode ser localizado ou generalizado. Além desses sintomas, também pode ocorrer oligúria: diurese inferior a 400 ml por dia, cefaléia, dor epigástrica, cianose ou edema pulmonar confirmado, dor no hipocôndrio direito (rotura da cápsula de Glinson), trombocitopenia grave (plaquetas abaixo de 100.000/mm3), anemia hemolítica microangiopática: (hemólise, icterícia e/ou elevação das enzimas hepáticas), e crescimento intra-uterino retardado (CIUR ou RCIU). Eclâmpsia é o aparecimento de convulsão em uma paciente com pré-eclâmpsia. Pode ocorrer na gravidez, parto ou até 10 dias de puerpério. A iminência de eclâmpsia é caracterizada, clinicamente, por sinais de encefalopatia hipertensiva, dor no epigástrio e hipocôndrio direito. Apesar da sua importância em saúde pública, a etiologia da hipertensão, que se manifesta na gestação (pré-eclâmpsia e hipertensão gestacional), permanece desconhecida.
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