Os Mastites por Micoplasmas
Por: Aghata Castro • 1/3/2022 • Trabalho acadêmico • 3.997 Palavras (16 Páginas) • 153 Visualizações
Universidade Federal de Minas Gerais
Escola de Veterinária
Mastites causadas por micoplasmas
Gustavo Lucas Costa Valente
Belo Horizonte, 2016
Gustavo Lucas Costa Valente
Mastites causadas por micoplasmas
Trabalho de revisão de literatura apresentado à disciplina Qualidade do Leite do programa de pós-graduação em Ciência Animal da Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais
Área de concentração: Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal
Prof. responsável: Profa. Mônica Maria Oliveira Pinho Cerqueira
Belo Horizonte, 2016
TÓPICOS | ||
1. | INTRODUÇÃO............................................................................................... | 4 |
2. | MICOPLASMAS............................................................................................ | 5 |
2.1 2.2 | CARACTERÍSTICAS DO AGENTE............................................................. RESISTÊNCIA A CONDIÇÕES ADVERSAS E ANTIMICROBIANOS.... | 5 6 |
3. 3.1 3.2 3.3 4. | MASTITES CAUSADAS POR MICOPLASMAS........................................ ESPÉCIES ENVOLVIDAS............................................................................ CARACTERÍSTICAS E SINAIS CLÍNICOS DA MASTITE CAUSADA POR Mycoplasma spp..................................................................................... DIAGNÓSTICO.............................................................................................. ASPECTOS EPIDEMIOLÓGICOS................................................................ | 7 7 7 9 10 |
4.1 4.2 4.3 5. 6. | INTRODUÇÃO E TRANSMISSÃO E MICOPLASMAS NO REBANHO.. PREVALÊNCIA............................................................................................. PERDAS ECONÔMICAS.............................................................................. CONTROLE E PREVENÇÃO....................................................................... CONSIDERAÇÕES FINAIS.......................................................................... | 10 11 11 12 12 |
7. | REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................ | 13 |
LISTA DE TABELAS | ||
Tabela 1. | Tempo de sobrevivência do Mycoplasma bovis em diferentes materiais e temperaturas....................................................................................................... | 6 |
Tabela 2. | Prevalência de mastites causadas por Mycoplasma bovis em diferentes países | 11 |
LISTA DE FIGURAS | ||
Figura 1. Figura 2. | Amostras de leite colhidas de vacas positivas para M. bovis........................ Colônias de Mycoplasma spp.vistas à Lupa................................................. | 8 9 |
- INTRODUÇÃO
A mastite é a inflamação da glândula mamária que ocorre em resposta à infecção intramamária por bactérias, micoplasmas, fungos ou algas. É a doença infecciosa mais comum em rebanhos de bovinos leiteiros, sendo também a doença que leva aos maiores prejuízos econômica desse tipo de produção, devido à redução da produção e qualidade do leite, custos com tratamentos e prevenção, descarte de vacas cronicamente infectadas e mortalidade de animais.
Clinicamente, a mastite pode ser dividida nas formas clínica e subclínica (Philpot e Nickerson, 2002). A forma subclínica se apresenta como a principal causa de prejuízos relacionados à doença, pois embora ocorram quedas no volume de leite produzido, não são observadas alterações no aspecto do leite e sinais clínicos no animal. Dessa forma o agente continua se disseminando pelo rebanho e diminuindo a produtividade sem ser notado.
Os agentes causadores da mastite bovina podem ter origem ambiental ou contagiosa, sendo que os microrganismos mais importantes e frequentemente relacionados com a ocorrência dessa alteração são os Staphylococcus spp. (S. aureus, S. coagulase negativo), Streptococcus spp. (S. agalactiae, S. dysgalactiae, S. uberis, S. zooepidemicus e S. equinus) coliformes (Escherichia coli, Klebsiella sp., Citrobacter spp. e Enterobacter spp.), Pseudomonas spp., Arcanobacterium spp., Prothoteca zopftii, Mycoplasmas spp., Nocardia spp., Bacillus cereus, Serratia marcescens e Candida spp.. (Radostis et al., 2006)
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