A Crise de 1929
Por: Luciana Lima • 26/3/2025 • Trabalho acadêmico • 1.072 Palavras (5 Páginas) • 12 Visualizações
o “crash” de nova york na bolsa de valores e a grande depressão:
uma análise das causas e consequências da maior crise economica do século xx.
Luciana Lima Serrão
RESUMO
O "Crash" da Bolsa de Valores de Nova York, ocorrido em 1929, marcou o início da Grande Depressão, a maior crise econômica do século XX. Este artigo busca analisar as causas que levaram ao colapso financeiro, bem como suas consequências a curto e longo prazo, tanto para os Estados Unidos quanto para o cenário internacional. A pesquisa baseia-se em uma revisão bibliográfica e em dados históricos, ressaltando os fatores que contribuíram para o declínio da economia mundial e as respostas políticas adotadas para mitigar os impactos da crise.
Palavras-chave: Crash de 1929, Grande Depressão, Bolsa de Valores, Crise Econômica, Políticas Econômica.
ABSTRACT
The New York Stock Exchange Crash, which occurred in 1929, marked the beginning of the Great Depression, the greatest economic crisis of the twentieth century. The research is based on a literature review and historical data, highlighting the factors that contributed to the decline of the world economy and the policy responses adopted to mitigate the impacts of the crisis.
Keywords: Crash of 1929, Great Depression, Stock Exchange, Economic Crisis, Economic Policies.
INTRODUÇÃO
A Crise de 1929, também conhecida como o “Crash” da Bolsa de Valores de Nova York, é um dos eventos mais estudados e discutidos na história econômica. Esse colapso marcou o início de uma década de recessão profunda, conhecida como a Grande Depressão, que se estendeu por vários países ao redor do mundo. O objetivo deste artigo é analisar as causas do "Crash" de 1929 e suas consequências para a economia mundial, além de examinar as respostas governamentais implementadas na tentativa de reverter os danos causados.
"A Grande Depressão foi uma catástrofe econômica sem precedentes, que afetou todos os principais setores da economia mundial, levando milhões de pessoas ao desemprego e destruindo a confiança no sistema capitalista."
(KINDLEBERGER, Charles P. Manias, Pânicos e Crashes: Uma História das Crises Financeiras. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000, p. 45).
o contexto economico pré-crash: os anos 1920 e a expansão financeira.
A década de 1920, conhecida nos Estados Unidos como os "Anos Dourados" ou os "Roaring Twenties", foi marcada por um crescimento econômico acelerado, impulsionado pela industrialização, inovação tecnológica e um otimismo generalizado em relação ao futuro. Após o fim da Primeira Guerra Mundial, os Estados Unidos emergiram como a principal potência econômica mundial, com uma produção industrial crescente e uma sociedade cada vez mais urbanizada e consumista.
Durante esse período, o país viveu uma expansão financeira impulsionada por uma combinação de fatores: a industrialização em massa, a popularização de novos produtos de consumo e o crédito fácil, especialmente por meio de compras a prazo. Bens como automóveis, eletrodomésticos e rádios tornaram-se comuns nas residências americanas, enquanto a construção de infraestruturas, como estradas e edifícios, acompanhava o ritmo do crescimento urbano.
No entanto, esse crescimento econômico foi sustentado por uma forte especulação no mercado financeiro. A Bolsa de Valores de Nova York tornou-se o principal símbolo da prosperidade, atraindo investidores de todas as classes sociais. Pessoas físicas e jurídicas, muitas vezes sem conhecimento adequado do funcionamento do mercado de ações, investiam acreditando que os preços das ações continuariam a subir indefinidamente. Essa prática foi agravada pela "compra a margem", onde os investidores adquiriam ações com dinheiro emprestado, pagando apenas uma pequena fração do valor total.
Apesar da prosperidade aparente, a economia americana enfrentava uma série de problemas estruturais. O setor agrícola, por exemplo, já vinha sofrendo desde o final da Primeira Guerra Mundial, com a queda dos preços dos produtos agrícolas e o endividamento dos agricultores. Além disso, a disparidade entre a produção industrial e o poder de compra da população começou a se tornar evidente. Embora houvesse um aumento significativo na produção, o poder aquisitivo da maioria dos trabalhadores não acompanhava o ritmo, resultando em uma acumulação de estoques não vendidos.
Outro fator preocupante era a falta de regulamentação financeira. O sistema bancário era vulnerável e exposto a riscos, uma vez que muitos bancos tinham emprestado grandes somas de dinheiro para especuladores, sem garantias adequadas. A supervisão governamental era limitada, e não havia mecanismos eficazes para controlar os excessos do mercado. Enquanto os lucros eram altos, poucos questionavam a sustentabilidade dessa expansão financeira.
Nesse contexto, a década de 1920 foi um período de otimismo desenfreado, mas também de fragilidades subjacentes que se manifestariam de forma dramática no final de 1929. A dependência do crédito fácil, a superprodução industrial e agrícola, a especulação no mercado de ações e a falta de regulamentação financeira criaram um ambiente propício para o colapso iminente. Assim, o cenário econômico e social dos anos 1920 pode ser visto como um precursor direto do "Crash" de 1929 e da Grande Depressão que se seguiu.
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