O Ensino da Gramatica nas Iniciais
Por: jhonata15 • 30/9/2018 • Artigo • 1.501 Palavras (7 Páginas) • 255 Visualizações
UNIVERSIDADE ESTADUAL DE RORAIMA – UERR
CAMPUS: Rorainópolis / Nova Colina CURSO: Letras / literatura
TURMA: única TURNO: noturno
PROF: Lucimar Sales
DISCIPLINA: Morfossintaxe l
ALUNO: Jonatã Pereira de Abreu
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O Ensino da gramática nas séries iniciais
Resumo crítico
Nova Colina 02 de Julho de 2013.
A discussão em torno do ensino da gramática nas séries iniciais no cenário educacional brasileiro.
O artigo aborda a questão do ensino da gramática nas séries inicias na educação brasileira. Assunto de muita relevância na grade curricular do curso de letras, pois, trata de uma importante questão que está sempre em discussão no contexto da língua portuguesa. O texto mostra o modo como os professores costumam apresentar a gramática para seus alunos, dando ênfase a nomenclatura gramatical. Mostra também, as discussões e algumas correntes teóricas de vários linguistas renomados do cenário contemporâneo brasileiro, em torno deste assunto. Outro fator a ser analisado é a observação feita em uma sala de aula, visando observar como é feito este ensino na prática.
Muito tem se discutido sobre a identidade linguística brasileira e sobre a manutenção das variantes linguísticas, pois num país de dimensões continentais como o nosso, onde existem inúmeros dialetos e variações linguísticas, chega a ser quase impossível chegar a uma unidade linguística. Um fator relevante nessa questão da formação da identidade linguística brasileira é a tendência conservadora que insiste em manter o português brasileiro próximo ao Português de Portugal. Isso aconteceu por que, mesmo após a nossa independência política e econômica de Portugal, a classe dominante que aqui residia decidiram adotar o padrão linguístico muito influenciado pelos europeus, pois já detinham o domínio do mesmo, e resolveram ensina - lo nas escolas, por meio de professores da Europa por que precisavam deste ensino da língua.
Esses são alguns dos fatores determinantes que, contribuíram para a formação e perpetuação da tão discutida e polêmica norma culta que esta prescrita e internalizada dentro das normas gramaticais. Que deixa de lado e desvaloriza suas variantes, dialetos e particularidades.
Por isso muitas escolas ainda hoje usam, mesmo que de forma menos intensiva a gramática tradicional, pelo fato da mesma esta arraigada historicamente ao contexto escolar. A gramática tradicional cuja concepção de língua é abstrata, tem como referência à língua escrita. A forma como está estruturado o ensino de língua portuguesa em muitas escolas nas séries iniciais, não dão ênfase ao desenvolvimento da competência textual dos alunos, nem a realidade linguística falada em nossa sociedade. Estes deveria ser de longe, alguns dos principais objetivos do ensino de língua materna.
Vendo por este ângulo, esse modo de ensino não esta focado no falante, mais sim num conjunto de regras inflexível, que nunca muda. Ou seja, ela não é colocada como a transposição da fala para a escrita, por que falamos de um jeito e escrevemos de outro modo. Nestas escolas o ensino está totalmente desvinculado da realidade cultural e social dos seus falantes, porque eles têm sérias dificuldades ao estabelecer a comunicação entre a língua falada e a escrita.
Partindo dessa perspectiva a autora evidencia algumas metodologias, e reflexões, a respeito do ensino da língua materna nas escolas, que ajudariam no desenvolvimento de algumas situações em que a língua poderia ser trabalhada de maneira interativa, com uma visão diferente sobre a gramática embasado no estudo científico da linguagem, e não como mero conjunto de normas.
Um exemplo prático dessa interação são as atividades de leitura, escrita, análise e produção textual, que tem como objetivo desenvolver a competência textual e discursiva dos alunos, esta deveria ser um dos principais objetivos do ensino de língua materna nas séries inicias, já que é nessa fase que estão sendo formados os alicerces e bases cognitivas da criança. Outro fator importante seria ajuda – lo desde cedo a identificar e diferenciar logo cedo o grau de formalidade, mostrando-lhe o sentido amplo do termo gramática, não o restringindo como sendo apenas um conjunto de regras.
A autora aborda em seu artigo vários tipos de gramática que fazem parte desse campo vasto de conhecimento. Logo se percebe que estuda a nomenclatura gramatical, não que dizer estudar a gramática em suas varias vertentes. Pois quando estudamos a nomenclatura gramatical, estamos abordando apenas os rótulos e não as competências de nossa língua, ou seja sua função e apenas de nomear os empregos que acontecem na língua. Nesse momento ela aponta para a necessidade já nas séries inicias, do desenvolvimento das competências discursivas, por meio da produção de textos, leitura e escrita, deixando um pouco de lado a nomenclatura gramatical.
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