AS DIABETES MELLITUS EM CÃES
Por: anaclaramorato • 8/6/2020 • Abstract • 1.487 Palavras (6 Páginas) • 278 Visualizações
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DIABETES MELLITUS EM CÃES
ETIPATOGENIA
- Em cães esta associada hipoinsulinemia, ou seja, diminuição da produção de insulina e consequentemente baixa de insulina sérica.
- Enfermidade multifatorial, a genética é um fator relevante no desenvolvimento da doença, o aparecimento de pancreatite e da obesidade contribueM para o aparecimento da diabetes.
- Acontece a perda funcional das células Beta pancreáticas, que são células responsáveis pela produção de insulina, com a produção lesada a concentração de insulina vai ser baixo e o transporte de glicose vai ser prejudicado a consequência desse processo vai ser HIPERGLICEMIA e GlICOSÚRIA.
- Diabete Mellitus transitório é um evento raro, é uma condição que causa momentaneamente uma elevação nos níveis de glicoses, porem o paciente tem razoavelmente a capacidade de produzir insulina. Os eventos que antagonizam a insulina são diestro, piometra e o hiperadrenocorticos.
- Porque nem todos animais em diestro e piometra e com hiperadrenocorticismo desenvolvem DM transitório? Os animais que desenvolvem nesses períodos é devido o animal já não ter um pâncreas bom. Os animais que apresentam DM transitório nessas condições são animais que futuramente podem ter Diabetes mellitus.
ASPECTOS CLÍNICOS
- EPIDEMIOLIGICAMENTE: doença que acomete cães adultos a idosos, mas com o pico entre 7 a nove anos. Existe diabete juvenil mas é raro em medicina veterinária.
- ANAMNESE: as queixas do tutor vao ser poliúria, polifagia, polidpsia e perda de peso. Pode ter cães obesos com diabetes mas não é o mais comum, pode ser observado também cegueira súbita e sinais de cetoacidose, desenvolvendo um quadro clinico mais grave.
- EXAME FÍSICO: pouca coisa se altera, animal magro, pode haver catarata bilateral, hepatomegalia e sinais de CD ( vomito, odor cetonico...)
- DIAGNOSTICO: NÃO TEM SEGREDO. Sinais clínicos associados a hiperglicemia e glicosúria. Deve avaliar o animal de forma ampla pois tem fatores que pode agravar o quadro diabetes , devem ser considerados comorbidades.
- Anormalidades laboratoriais: hiperglicemia, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia pois o organismo não tem fonte de carboidratos e começa a quebrar gordura, aumento de ALT e FA, glicosúria, bacteriúria, amilase e lipases aumentadas devido a uma possível pancreatite.
TRATAMENTO
- OBJETIVO: eliminar os sinais clínicos e restabelecer gradualmente o metabolismo do animal, com doses pequenas de insulinas para o organismos readaptar as condições fisiológicas. Também deve se controlar comorbidades, como OSH em cadelas com piometra.
- Tratamento se baseia em insulina, dieta e exercícios. Em cães a diabetes sempre esta associado a hipoinsulinemia, então sempre vai ser administrado insulina.
- TIPOS DE INSULINA: as de ação intermediarias e de ação prolongada.
- ISULINA DE AÇÃO INTERMEDIÁRIA: NPH ( insulina humana), Lente ( insulina de origem suína- Vetsulin)
- INSULINA DE AÇÃO PROLONGADA: PZI ( de origem suína/bovina), glargina: mais interessantes em gatos
- Insulinas mais usadas em cães são as insulinas intermediarias, a insulina LENTE é muito boa, mas a NPH tem atuação boa e encontra facilmente em farmácias.
- TRATAMENTO INICIAL: NPH ou lente com dose inicial de 0,25 UI/KG BID, melhor iniciar com dose baixa para menor incidência de hipoglicemia e efeito Somogyi.
- Deve se hospitalizar o animal de 24 a 48 horas para acompanhamento da resposta inicial.
- Deve fornecer metade da dieta do animal e assim aplica a insulina, normalmente subcutâneo.
- Deve então mesurar a insulina em 0,3,6 e 9 horas com o objetivo de identificar hipoglicemia, em resposta ao tratamento a glicemia não pode ir abaixo de 80mgdl.
- A glicose do animal em primeiro momento não fica dentro da normalidade. Se o animal ficou hipoglicemico não deve aumentar a dose de insulina, animal vai pra casa e tem um retorno após 7 dias com a dosagem inicial.
- Cães controlam a glicemia em no máximo 1UI/KG, quando precisa de mais provavelmente tem alguma comorbidade.
- CONTROLE DE MEDIO/LONGO PRAZO: concentração de frutosamina sérica reflete na concentração de glicose. Quando a glicose esteve alta significa que a glicose esta alta. Então é uma forma pratica para ver como esta a glicose nas ultimas 3 semanas.
- CURVA GLICEMICA: permite instituir alterações terapêuticas. Indicada de 15 a 30 dias após o inicio do tratamento, ou sempre quando ouver hiper ou hipoglicemia.
- COMO FAZER A CURVA GLICEMICA? O tutor leva o animal na clinica e leva a insulina que utiliza, o animal vai após a primeira refeição. Na clinica o tutor aplica a insulina no paciente, para que não mude a rotina do animal. A partir dai o veterinário colhe de hora em hora material. Observar o gráfico com as medidas que deram
- Observar o nadir glicêmico ( o mais baixo que a insulina chega).
- Interpretação da curva glicêmica: o ideal é manter entre 100 a 250, o valor mais alto de glicemia deve ser antes de aplicar a insulina. Nadir acima de 150 deve aumentar a dose de insulina, e inferior a 80 deve aumentar a dose de insulina.
- Nadir em menos de 8 hras: efeito curto e nadir acima de 12 hras: efeito longo, deve trocar a insulina.
- DIETA: controlar o aporte calórico e exercícios diários (30 min de caminhada), aumento de conteúdo fibroso ( rações de prescrição ou acrescentar fibras na dieta), metade da dieta em cada aplicação de insulina.
COMPLICAÇÕES DO TRATAMENTO
- principal complicação HIPOGLICEMIA. Cauda por um aumento de dose ou sobreposição de duas doses (insulina, com efeito, muito longo), inapetência prolongada, correções de fator de resistência insulínica.
- SINAIS CLINICOS: alterações comportamentais, fraqueza, ataxia, convulsões.
- Quando desenvolver hipoglicemia com convulsão, jogar liquido açucarado na boca do animal para controlar até levar ao medico animal.
- Recorrência clinica: pode ser devido a problemas de administração, subdoses, insulina com tempo de ação inadequado, superdose e somogy.
- O QUE É EFEITO SOMOGY? É quando a hipoglicemia é induzida por excesso de insulina. Então o organismo responde com liberação de hormônio hiperglicemiantes que são as catecolaminas, glucagon e cortisol. A hiperglicemia causada por esses hormônios é aproximadamente 12 horas podendo chegar a 72 horas.
DIABETES MELITTUS EM GATOS
ETIOPATOGENIA
- ALTERAÇÕES HISTOLÓGICAS: Amiloidose das ilhotas pancreáticas com perda de células betas e que leva a diabetes e pancreatite crônica.
- FATORES DE RISCOS: gatos obesos, a idade do animal pois é doença de animais mais velhos, machos castrados são mais propensos a ter diabetes, e machos inteiros são mais propensos que gêmeas inteiras.
- CLASSIFICAÇÃO DA DIABETES EM GATOS: DMDI (tipo 1) mais comum em gatos e que precisam de insulina, DMNDI (TIPO 2) não há uma diminuição grave na produção de insulina mas existe um fator que atrapalha a ação da insulina nos tecidos periféricos, assim começa a produzir muita insulina e as células produtoras vão a exaustão, então mais adiante as células ficam lesadas na produção da insulina, e por ultimo DM transitória.
- GATOS DMNDI EVOLUEM PARA DMDI: ocorre porque a lesão pancreática evoluiu ou houve o desenvolvimento antagonista da insulina, com aplicação de fármacos ou pancreatite.
- GATOS COM DMDI RETORNAM PARA DMNDI: ou seja, gatos que tomam insulina podem voltar “a normalidade” e não precisar tomar mais insulina, é comum isso acontecer quando corrige um distúrbio antagonista.
ASPECTOS CLINICOS
- Epidemiologia: acomete geralmente gatos com idade acima de 9 anos.
- SINAIS CLÍNICOS: PU/PD, polifagia, perda de peso, com pelos opacos e com aspectos de descuidado, posição plantígrada (apoia região de metartaso no chão) , fraqueza pélvica e sinais de CD.
- DIAGNOSTICO: nem sempre é claro e fácil como no cão, pois o gato faz hiperglicemia de estresse e pode confundir para o diagnostico. Pode ter ou não glicosúria. Param melhorar o diagnostico pode ser em casa por um profissional ou tutor, ou pode ser mensurada a frutosamina.
- Deve ser feito hemograma, painel bioquímico e T4, urinálise e urocultura ( desenvolvimento de infecções) e US abdominal para verificar o pâncreas.
TRATAMENTO
- Nem todo paciente precisa de insulina.
- O que determina se o animal precisa de insulina são: intensidade dos sinais clínicos, cetoacidose diabética como glicose na urina, geralmente a maioria dos gatos precisam da insulina.
- Sem insulina: quando existe uma infecção sistêmica ou corticoide que antagoniza a insulina e é feito o controle da afecção e suspensão de fármacos que tem essa ação.
- RECOMENDAÇÕES DE ISULINA: para gatos insulinas de ação mais prolongada (glargina 1UI/GATO BID ou detemir).
- RECOMENDAÇÕES DIETÉTICAS: animais obesos são frequentes, controle pode reverter DI com alimentação com mais fibras e proteínas e menos CHO e gorduras.
- CONTROLE DE COMORBIDADES, que são elas obesidade, pancreatite crônica, inflamações crônicas, infecção e endocrinopatias, é importante a investigação global no felino pois o controle dessas afecções podem levar o animal a minimizar a utilização da insulina ou ate suspensão temporariamente.
- CONTROLE INSULÍNICO: existe uma dificuldade de monitoração porque é dificl manter um gato preso o dia inteiro sem o animal se estressar, em gatos a curva de glicemia é menos utilizada do que em cães.
- CURVA DOMICILIAR: tutor que colhe o sangue na veia marginal da orelha e mensurar no tempo 0, 3, 6,12 horas e mandar para o veterinário interpretar.
- UTILIZAÇÃO DA FRUTOSAMINA SÉRICA: é uma excelente opção para gatos pois é coleta única, então não ocorre estresse e esta mensura 2 a 3 semanas após a alteração insulínica e permite realizar ajustes no tratamento.
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