Curso de Engenharia Química CROMATOGRAFIA
Por: brunahasper • 16/11/2016 • Trabalho acadêmico • 1.432 Palavras (6 Páginas) • 301 Visualizações
Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões
Departamento de Engenharias e Ciência da Computação
Curso de Engenharia Química
CROMATOGRAFIA
Prof. Vander Edier E.Samrsla
Acadêmicos:
Bruna Hasper
Nadine Corim
Rafael Hamerski
Santo Ângelo,12 agosto de 2016
- Introdução
Na química, cromatografia é uma técnica usada para analisar, identificar e separar os componentes de uma mistura, ela é definida como a separação de dois ou mais compostos diferentes por distribuição entre fases.
Foi o botânico russo, Mikhail SemenovichTswett quem inventou a primeira técnica cromatográfica em 1900 durante suas pesquisas sobre a clorofila. Ele usou uma coluna de absorção líquida contendo carbonato de cálcio para separar pigmentos de folhas de plantas.
Tal método consiste em separar componentes de uma solução, distribuindo-os entre duas fases imiscíveis: uma móvel e outra estacionária. A fase móvel é geralmente um solvente ou uma mistura de solventes, enquanto a fase estacionária é um suporte sólido, em geral papel, sílica gel. Porém com o desenvolvimento tecnológico surgiram muitos tipos de cromatografia, onde a fase móvel nem sempre é um líquido (podendo ser um gás) e a fase estacionária nem sempre é um sólido, podendo também ser um líquido imobilizado em um suporte sólido.
É uma técnica de grande utilidade comumente usada para identificação de compostos, por comparação com padrões previamente existentes, para a purificação de compostos, separando-se as substâncias indesejáveis e para a separação dos componentes de uma mistura, seja em escala laboratorial ou industrial. Os componentes da mistura adsorvem-se com as partículas de sólido devido à interação de diversas forças intermoleculares. O composto terá uma maior ou menor adsorção, dependendo das forças de interação, que variam na seguinte ordem:
Formação de sais > coordenação > pontes de hidrogênio > dipolo-dipolo > Van der Waals.
Existem vários tipos de cromatografia, neste relatório citaremos dois, cromatografia em camada delgada e cromatografia em coluna.
- Cromatografia em camada delgada:
A fase estacionária é suportada sobre uma placa plana ou nos poros de um papel. Nesse caso, a fase móvel desloca-se através da fase estacionária por ação da capilaridade ou sob a influência da gravidade.
- Cromatografia em coluna:
É a técnica de separação cuja fase estacionária acontece dentro de um tubo. Utiliza-se uma coluna de vidro aberta na parte superior e munida de uma torneira na extremidade inferior, por onde sai o líquido. Dentro da coluna encontra-se a fase estacionária constituída por um enchimento sólido no caso da cromatografia de absorção, ou por uma fase líquida no caso da cromatografia de partição. A fase móvel é líquida em ambos os casos. A ordem das substâncias dependerá da sua polaridade.
O objetivo deste relatório é conhecer as diversas técnicas de cromatografia além de compreender bem a cromatografia a nível molecular.
- Objetivos
Promover a analise cromatográfica em camada delgada (papel). E em coluna para identificação e separação de componentes, purificação de compostos, separando-se as substancias indesejáveis.
- Materiais e Métodos
- Materiais
- 2 Placas cromatográficas;
- 2 apilares;
- Cuba cromatográfica;
- Coluna cromatográfica
- Bastão de vidro;
- Garra;
- Suporte universal;
- Pistilo e gral;
- Béquer de 250 Ml;
- 3 Erlenmeyer de 250 Ml;
- Algodão
- Pipeta pasteur
- Reagentes
- Etanol;
- Solução alcoólica de azul de metileno;
- Solução alcoólica de alaranjado de metila;
- Sílica;
- Folhas vegetais;
- Hexano
- Etanol
- Agua destilada
- Métodos
Cromatografia em camada delgada:
Primeiramente foi adicionado uma pequena quantidade de solvente na cuba cromatográfica com o auxílio de uma régua, marcando uma linha cerca de 1cm das bordas da placa cromatográfica. Rente à linha com ajuda do capilar foi aplicado uma pequena quantidade de amostra de azul de metileno, em seguida colocado a placa dentro da cuba cromatográfica e tampado para ocorrer a diluição. Cuidando para que a altura do solvente não alcance a marca da amostra que está na placa.
Repetindo o procedimento em outra placa, empregando agora a amostra de alaranjado de metila. Calculando os valores de Rf das amostras e comparando com resultados teóricos.
Cromatografia em coluna:
Primeiramente em um béquer mistura-se cerca de 15 a 20 g de sílica com hexano até obter uma pasta fluida. Após a montagem da coluna cromatográfica no suporte universal com as garras, colocar uma pequena quantidade de hexano dentro da coluna, com a torneira fechada. Pondo a pasta preparada no béquer dentro da coluna com cuidado para que não corra formação de bolhas de ar. A coluna deve ficar bem empacotada, controlando a saída de hexano pela torneira para que não passe da 1cm acima da sílica, após adicionado um pequeno chumaço de algodão acima da coluna e mantenha-o sempre úmido.
Após picado e macerado três folhas vegetais no pistilo e grau, adicionou-se algumas gotas de etanol. Após pingado algumas gotas da amostra com pipeta pasteur no algodão. Abriu-se a torneira e começa a diluição da amostra com os solventes. Começando do menos polar para o mais polar.
Após todos os passos separado as frações de amostra que saíram em frascos diferentes.
- Resultados e Discussão
Cromatografia de papel:
Após a preparação e aplicação da amostra na base do papel, conforme descrito nos procedimentos experimentais, e o papel ser colocado em contato com os solventes, ocorre um deslocamento do solvente por capilaridade, através do papel e da fase estacionária. Nesse caso a fase estacionaria (H2O) satura o papel juntamente com as outras substâncias pois a mesma está presente no solvente utilizado.
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