Fichamento CARR, E.H. Vinte Anos De Crise - 1919 - 1939: Uma Introdução Ao Estudo Das Relações Internacionais.
Exames: Fichamento CARR, E.H. Vinte Anos De Crise - 1919 - 1939: Uma Introdução Ao Estudo Das Relações Internacionais.. Pesquise 862.000+ trabalhos acadêmicosPor: amandafigueira • 10/6/2014 • 1.387 Palavras (6 Páginas) • 1.730 Visualizações
CARR, E.H. Vinte Anos de Crise – 1919 – 1939: uma introdução ao estudo das relações internacionais.
O começo de uma ciência (pp.3-15). Primeiro capítulo.
No capítulo introdutório, Carr busca demonstrar a defesa de uma ciência efetiva para a Política Internacional. O conteúdo do texto é estruturado em um período entre guerras e, por isso, transparece as modificações do pensamento da sociedade perante a Política Internacional.
O autor questiona se a situação atual da área está adequada considerando o relacionamento dos agentes internacionais. Mostra que a política governamental não evidenciava a Política Internacional, além desta, possui um caráter de restrição, no qual apenas diplomatas e burocratas participavam das resoluções de atuação.
“Nos países democráticos, a política internacional sempre foi vista como fora do campo de ação dos partidos políticos; e os órgãos parlamentares não se sentiam competentes para exercitarem um controle cuidadoso sobre as misteriosas operações das chancelarias”. (p.3) Carr, E.H.
Com o envolvimento das nações em conflitos, a estabilidade econômica e social da população é afetada, fazendo com que esta comece a se interessar por assuntos da PI. Desta forma, o surgimento da Política Internacional inicia o processo de fundamentação e formulação de uma ciência por meio da demanda popular.
“A guerra de 1914-1918 pôs um fim na opinião de que a guerra é um assunto que afeta unicamente soldados profissionais [...]. Antes da guerra de 1914, poucas pessoas sentiam alguma curiosidade acerca deles (tratados secretos) ou os achava condenáveis.”
Propõe uma análise dos paradigmas existentes, realista e utópico, discutindo a necessidade de uma teoria solidificada, no entanto, não propões particularmente nenhuma teoria específica.
Identifica as duas grandes teorias existentes na época, realista e utópica, demonstrando que na medida em que não há uma área bem fundamentada de PI, os paradigmas analisados ainda não conseguem suprir as necessidades e nem preencher as lacunas que a PI demanda.
Assim, em meio a situação das relações interestatais, há a necessidade de uma área de estudo específica para a Política Internacional, de forma que consiga delimitar um objeto de estudo e dinamizar os processos de análise histórica. (pergunta de pesquisa).
“O pensamento maduro combina objetivo com observação e análise. Pensamento político e vida política sensatos serão encontrados onde ambos tiverem seu lugar”.
O pano de fundo utópico (pp.33-55). Terceiro capítulo.
Abrange um período de utopia, mostrando inicialmente o rompimento com o período medieval e o consequente desenvolvimento de uma nova moral e ética. Utilizando da razão como uma fonte natural, a sociedade do século dezoito tende ao seguimento de leis morais universais e válidas.
“A lei moral da natureza podia ser cientificamente estabelecida e a dedução racional, a partir de supostos fatos da natureza humana, tomou o lugar da revelação ou da intuição como fonte da moral.” (p. 34)
Jeremy BENTHAN: Padrão ético absoluto. Baseando-se na opinião pública, desenvolve características da sociedade por meio da análise de uma moral que busca “a maior felicidade para o maior número”. Durante o século XIX, sua teoria utilitarista, que busca otimizar o bem comum, é transplantada para um cenário de expansão comercial e industrial.
“[...] a característica fundamental da natureza humana era a busca do prazer e a rejeição da dor [...]”. (p. 34).
“Quase todas as teorias populares sobre política internacional entre as duas grandes guerras foram reflexos, vistos num espelho americano, do pensamento liberal do século dezenove.” (p.39).
Carr desenvolve o raciocínio acerca dos aspectos utópicos que não se solidificaram e, desta forma, não proporcionaram um entendimento melhor da política internacional. As críticas se formam em torno de como a opinião pública não é o meio primordial de solucionar as problemáticas internacionais, de uma aplicação falha dos postulados utópicos em países com contextos divergentes dos países europeus, e dos princípios insustentáveis com que os liberais do século XIX conduziam a política.
“Quando as teorias da democracia liberal foram transplantadas, por um processo puramente intelectual, a um período e a países cujo estágio de desenvolvimento e cujas necessidades práticas eram tremendamente diferentes dos da Europa ocidental no século dezenove, esterilidade e desilusão foram a sequela inevitável.” (p.39).
“Parece inegável que, em assuntos internacionais, a opinião pública estava quase sempre tão errada quanto impotente.” (p.52).
“Se os postulados do liberalismo do século dezenove são de fato insustentáveis, não deve causar-nos surpresa o fato de que a utopia dos teóricos internacionais causasse tão pouco efeito sobre a realidade.” (p.55).
A harmonia de interesses (p.57-83). Quarto capítulo.
Início com uma questão de ordem da política internacional envolvendo o direito, a moral e as normas de conduta que regem todo o sistema.
“[...] por que a minoria, cujo bem maior não é, por hipótese, visado, deva submeter-se às regras criadas segundo o interesse da minoria?” Para o realista, “Ele (indivíduo) deve submeter-se porque, caso contrário, o mais forte o obrigará; e os resultados desta ação compulsória são muito mais desagradáveis do que os da submissão voluntária.”. (p.57)
Discute a doutrina da harmonia de interesses, baseada em uma moral comum e propostas por Utópicos, a qual critica intensamente por ter tornado-se uma ferramenta de imposição dos interesses de uma classe privilegiada. Assim, acrescenta um Darwinismo político que se instala
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