HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E DA PEDAGOGIA
Ensaios: HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO E DA PEDAGOGIA. Pesquise 862.000+ trabalhos acadêmicosPor: frlima • 27/5/2014 • 1.848 Palavras (8 Páginas) • 282 Visualizações
PROJETO
Tema: família e Sociedade
Plano de Aula sobre a família
Público-alvo: 1ª Série do Ensino Fundamental
Justificativa / fundamentação teórica:
“A escola não é o princípio da transformação das coisas. Ela faz parte de uma rede complexa de instituições e de práticas culturais. Não vale mais, nem menos, do que a sociedade em que está inserida. A condição da sua mudança não reside num apelo à grandiosidade da sua missão, mas, antes, na criação de condições que permitam um trabalho diário, profissionalmente qualificado e apoiado do ponto de vista social. A metáfora do continente (os grandes sistemas de ensino) não convém à escola do século XXI. É na imagem do arquipélago (a ligação entre pequenas ilhas) que melhor identificamos o esforço que importa realizar.” (António Nóvoa)
Respeitadas às especificidades da família e da escola, essas instituições podem, sim, estabelecer parcerias produtivas a favor do êxito escolar. Foi isso o que expressou um grupo de professores que participou de um minicurso. O evento foi promovido pela Secretaria de Educação e Cultura tocantinense e abordou a relação família e escola, seus limites e possibilidades. A tentativa foi a de compreender quais são os limites de cada qual nos processos de escolarização e quais podem ser as possibilidades de trabalhos institucionalmente compartilhados. Em tese, a família e a escola têm papéis sociais bastante específicos; porém, não antagônicos. Podem mesmo, em muitas circunstâncias, ser complementares: se à família cabe cuidar, a escola responsabiliza-se pelo ensinar.
O importante é ter claro que o professor é um profissional do conhecimento sistematizado, e não a extensão do grupo familiar, razão pela qual não é o “tio”, assim como o grupo familiar educa para o afeto e para a formação pessoal, e não aquele sujeito a quem a escola responsabiliza pelos fracassos da escolarização. É para essa perspectiva que Ana Lúcia nos chama atenção: “A família e a escola, caminhando de mãos dadas, geram sucesso escolar”. Essa ideia é compartilhada por Duvanez Alves de Oliveira, para quem:
“A participação da família no processo de ensino-aprendizagem do filho é a força que a educação tem para dar certo”. E, conforme nos diz Eunice Rodrigues, “Quando a escola e a família assumirem, de verdade, o seu papel, com certeza, os esforços da educação escolar brasileira revelará melhores resultados”.
Objetivos gerais e específicos:
Retrato de uma família convencional Retrato de uma família moderna
A família envolve uma organização de espaços e tempos. Seu presente traz sempre registros do passado e continuamente prepara o futuro. Aquilo que acontece na família - no que diz respeito às vivências - não é exclusivo do indivíduo, pois os fatos influenciam a vivência social. O que se passa em família deixa marcas que podem atravessar gerações e, inconsequentemente, determinar respostas e condutas futuras.
Reconhecer que nossa família não se forma por acaso, mas por compromissos e necessidades e afinidades de seus integrantes.
Refletir sobre a importância da gratidão nas relações familiares, valorizar e amar sua família e o principal, reconhecer a importância de uma família.
Cronograma: Duração: 04 aulas.
Desenvolvimento / ações
Metodologia da 1ª Aula: acolhida com uma oração e rodinhas de músicas com dialogo, seguindo para chamada, calendário, ajudante do dia, massinha e o que ocorrer.
Metodologia da 2ª Aula: conversar com os alunos na rodinha o que significa ser família para eles compreenderem a formação dos diferentes grupos familiares e discutir sobre a importância da família em nossas vidas, ressaltar que o grupo familiar, as pessoas que convivem na mesma casa, demonstrar através de figuras, diversos modelos de família. Propor que cada aluno comente oralmente como é a sua família e quais pessoas compõem
Metodologia da 3ª Aula: em seguida pedir que os alunos ilustrem sua família através de desenho e depois socializem com o grupo realizando a comparação entre diversas famílias.
Recursos didáticos: lápis de cor, cartolina, piloto, lápis de escrever, lápis de cera, cola, figuras de diversas famílias.
Avaliação: Observar o desenvolvimento e dedicação de cada aluno na realização da atividade proposta, realizando intervenções pedagógicas nas dificuldades encontradas. Esse tipo de avaliação permite que o professor detecte as dificuldades da criança e possa ajudá-la durante e depois de cada atividade aplicada. Avaliaremos também o interesse e atenção da criança durante as explicações e demonstrações dos textos e histórias apresentadas nas duas aulas dadas.
O teórico e educador Pedro Demo defende a educação reconstrutiva, alegando que só é possível atingir um nível educacional satisfatório quando o educando se torna um questionador e para isso é necessário provoca-lo e incentivá-lo à pesquisas e à investigações. Acredita que aulas convencionais estão próximas do fim e que em um futuro próximo não será possível para nenhum professor atuar sem as tecnologias e mídias atuais.
Para ele vivemos um grande desafio das aprendizagens nas escolas, sendo o professor a chave central. Segundo sua teoria, o aluno aprende bem se o professor aprender bem também. É indispensável ao professor ter liberdade para fazer o seu trabalho com autonomia, pesquisar, estudar para depois ensinar seus alunos a serem críticos e pesquisadores.
Quem não pesquisa não tem nada a ensinar e o professor que não inova seus conhecimentos não tem sua própria produção leve.
Para Pedro Demo:
“Nível educacional se atinge quando aparece um sujeito capaz de propor, de questionar”.
Para despertar esse espírito na criança, ele receita muita pesquisa e incentivo à elaboração própria de cada aluno. Nesse cenário, a aula tem papel coadjuvante. Indispensável mesmo só é a orientação e o acompanhamento atento do professor.
A relação entre a teoria e a prática e a contextualização
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