SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL
Pesquisas Acadêmicas: SÍNDROME DA ALIENAÇÃO PARENTAL. Pesquise 862.000+ trabalhos acadêmicosPor: juniorsatheler • 26/10/2014 • 9.027 Palavras (37 Páginas) • 463 Visualizações
RESUMO
Este trabalho trata da Síndrome de Alienação Parental, um tema bem atual, que cita as inúmeras agressões psicológicas perpetradas contra a criança/adolescente, criando as chamadas “falsas memórias” na luta do genitor guardião face ao afeto entre filho e genitor
não-guardião. Essa síndrome, antes oculta na sociedade e hoje explícita através da lei de Alienação Parental, nº 12.318/10 que ratifica os direitos da criança e do adolescente, vem
crescendo e se tornando cada vez mais comum, fazendo com que leis e aconselhamentos
específicos sejam criados. O processo de guarda do filho, as causas da alienação parental, o
efeito na criança causado pela síndrome, a jurisprudência, as características e conduta do
alienador, as falsas denúncias e implantações de falsas memórias, bem como os relatos de
casos, são os focos do presente trabalho.
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1. INTRODUÇÃO
A tese da Síndrome de Alienação Parental surgiu na América do Norte e se irradiou
para outros continentes é uma construção do psiquiatra norte-americano Richard A. Gardner,
chefe do departamento de Psiquiatria Infantil da faculdade de medicina e cirurgia da
Universidade de Columbia, Nova York, Estados Unidos da América.
No Brasil, embora noutra cultura e contexto, a síndrome da alienação parental, tem se
apresentado da mesma forma. A bem da verdade tem sido imposta em razão das
problemáticas apresentadas ou não em nossos Tribunais, que as encara de forma real e séria.
Como tudo no direito é dinâmico, por nova época, cultura e costumes, e, ainda bem
que é assim, as grandes dificuldades de matérias não regulamentadas, e, às vezes até não
compreendidas, se alertam em nossos Tribunais, as quais por sua vez, reajam pelo bem do
direito e da humanidade.
É a dinâmica do direito, que caminha com as novas realidades da nossa vida.
Pretendemos com este trabalho não esgotar todas as fontes de esclarecimento da
síndrome da alienação parental, que ainda haverá de muito se alterar; mas ousamos tentar
levar a todos nós; pais, profissionais, pessoas diretamente ligadas aos problemas, que tenham
a adição de uma elucidação – ao menos – básica – da grande problemática, com consciência e
força, para saber exatamente contra aquilo que lutamos!!!
É sabido que ao Estado, constitucionalmente, não cabe regular relações de pessoas,
por questão de direito à liberdade, mas, cabe, sim, obrigatoriamente, saber com o que lidamos
quando tratamos de filhos, e, agora, especialmente filhos violentados pela síndrome da
alienação parental, para que, erroneamente, todos nós, não possibilitemos a esses filhos; filhos
e futuro do Brasil; muitas vezes, a perda do direito e proteção à vida (digna e feliz); e aos pais,
o direito ao poder familiar que dever ser certamente e regularmente exercido.
2. CONCEITOS E CARACTERÍSITCAS DAS ESPÉCIES DE GUARDA
Nesta seção, se encontram descritos as espécies de guarda. Para esta conceituação,
foram analisados diversos materiais como reportagens, depoimentos, decisões judiciais,
notícias, dentre outros. Inobstante as várias modalidades existentes de guarda, consoante já
sublinhadas, aqui serão analisadas de forma mais pormenorizada as modalidades de guarda
compartilhada e guarda alternada.
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2.1. Guarda Unilateral
Por essa modalidade, um dos genitores fica com o encargo físico do cuidado aos
filhos, cabendo ao outro exercer as visitas. A determinação sobre a qual dos pais será
atribuída a guarda e consequentemente o exercício mais efetivo do poder familiar, pode ser
feita de dois modos: por acordo dos pais ou mediante decisão judicial.
Este tipo de guarda não prevê a cisão ou diminuição dos atributos advindos do poder
familiar, eis que ambos os pais continuam responsáveis pelos filhos. A própria Lei diz isso ao
estabelecer que “a guarda unilateral obriga o pai ou a mãe que não a detenha a supervisionar
os interesses dos filhos” (art. 1.583, §3º, Código Civil).
A guarda física dos menores será atribuída ao genitor que apresentar melhores
condições de exercê-la e, objetivamente, que tenha mais aptidão para garantir direitos, como,
exemplificativamente, dar afeto, saúde, segurança e educação aos filhos (art. 1.583, §2º,
Código Civil), competindo ao genitor não guardião supervisionar e zelar pelos interesses da
prole.
Este modelo de guarda pode conduzir a pode obter bons resultados quando não há
rigidez nas combinações, prevalecendo o respeito ao momento de vida experimentado pela
criança, além da harmonia e do respeito entre pai, mãe e filhos.
2.2. Guarda Compartilhada
Muitas mães e pais vem entrando em contato pelo formulário para pedir explicações
sobre a nova lei da guarda compartilhada. As mães temerosas de que a pensão alimentíciaseja
extinta
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