Imperialismo - Política de Expansão e Domínio: Territorial, Cultural e Econômico
Por: Gabriela Medeiros • 31/8/2018 • Trabalho acadêmico • 2.645 Palavras (11 Páginas) • 291 Visualizações
PP1:
Segunda Revolução Industrial, Imperialismo e Neocolonialismo e Primeira Guerra Mundial
- Imperialismo - política de expansão e domínio: territorial, cultural e econômico
- 3 justificativas para justificar o domínio imposto:
1. Etnocentrismo, que indicava que alguns povos eram superiores a outros
2. Racismo e o darwinismo social (uma interpretação equivocada da teoria da evolução), que explicavam o poder dos mais forte sobre os mais fracos graças à seleção natural.
- Procuravam obter: matéria-prima, mercado consumidor e mão de obra barata
Durante o final do século XIX e início do século XX, o imperialismo estava acontecendo na Europa, em partes da Ásia e Oceania. Com o objetivo de domínio territorial e econômico para a conquista de poder, o imperialismo dependia da expansão territorial para fora da Europa para, assim, exportar capitais. Porém, as grandes potências industriais europeias justificavam a corrida imperialista através da missão civilizatória, uma obrigação moral que possuíam de levar a “civilização” para as partes do mundo que a desconheciam. Segundo os imperialistas, as sociedades humanas apresentavam diferentes níveis de evolução e, portanto, os povos mais adiantados deveriam levar sua cultura aos mais atrasados. Sendo assim, utilizavam o conceito de darwinismo social em sua justificativa, o qual consistia na ideia de que as raças humanas são desiguais, sendo algumas geneticamente superiores às outras, principalmente quanto à inteligência.
Além disso, o imperialismo foi também visto como a melhor solução para os problemas internos dos países ocidentais, como o desemprego, a pobreza e a superpopulação. Começava então o neocolonialismo, sistema de ocupação, produção e exploração de potências industriais sob colônias, principalmente africanas, sistema esse caracterizado pela exploração desumana e crueldade durante o imperialismo, o qual deixou marcas até os dias atuais. Com a Segunda Revolução Industrial ocorrendo em segundo plano, a obtenção de matérias primas e mão de obra eram de suma importância para a comercialização de novos mercados consumidores.
Neocolonialismo = novas formas de colonização
- Nações europeias saíram à conquista de novas terras = não civilizadas = África e regiões do sul da Ásia.
- Objetivos:
1. Reserva de mercado para a produção industrial;
2. Garantia de fornecimento de matérias-primas, como: carvão, ferro, petróleos…
- Justificativa: missão civilizadora em prol de espalhar processo técnico-científico para o mundo
- O colonialismo e o Imperialismo andavam juntos, uma vez que precisava-se colonizar um novo território para retirar matéria-prima que eram necessários para as indústrias dos países Europeus.
Neocolonialismo na África
- Expedições Missionárias: tratar doentes, Converter Nativos e Escravizar a População.
- Partilha da África por Grandes Potências Europeias: Grã-Bretanha, França, Portugal, Bélgica, Espanha, Itália e Alemanha.
- Matéria-prima retirada da África: cobre, borracha, cacau, tabaco, sisal, ouro e pedras preciosas
- Neocolonialismo: dependência COLÔNIA – METRÓPOLE (África-Europa).
Imperialismo na Ásia
- Justificativa ideológica: defendia ser uma “missão” para “civilizar” as populações coloniais, consideradas inferiores. Também foi visto como a melhor solução para os problemas internos dos países ocidentais, como o desemprego, a pobreza e a superpopulação.
- CONSEQUÊNCIAS
1. ÍNDIA:
- Os britânicos introduziram tecidos baratos que arruinaram as manufaturas locais e derrubaram as exportações de tecidos indianos.
- O domínio britânico baseava-se no poder do exército de sipaios: soldados indianos treinados por métodos ingleses.
- Coroa britânica permitiu a ida de missionários para a Índia, se ressentiram
- A política expansionista = doutrina da prescrição, culminou que todo o Estado indiano cujo soberano morresse sem sucessor, seria anexado às possessões britânicas
- Logo, a ocidentalização + doutrina da prescrição = Revolta dos Sipaios, chefiados por poderosos proprietários rurais
- Levando ao fim da doutrina da prescrição
- ingleses “ofereciam": apoio militar e financeiro aos príncipes governantes (dependência do Império Britânico);
- A Revolução dos Sipaios, fez com que os ingleses oferecessem novas medidas administrativas = “Ato para Melhor Governo da Índia”, mas na verdade, era em prol do comércio têxtil, como: como a construção de ferrovias, linhas de telégrafos e sistema de irrigação
- Índia: matérias-primas + minas de carvão e ferro + grande mercado consumidor + empréstimos a investidores locais com juros. = centro econômico britânico;
2. CHINA:
- O comércio da China com o Ocidente cresceu bastante, porém, era um intercâmbio anglo-chinês desigual: chineses não tinham interesse nos produtos ocidentais;
- Chineses tiveram suas fronteiras invadidas por diversos países, em especial, europeus não resistiram ao maior poder bélico dos estrangeiros
-Imperadores chineses viam os estrangeiros com desprezo
- Grã-Bretanha comercializava o ópio proveniente da índia com os chineses
- Imperador chinês resolveu pôr fim ao tráfico do ópio, confiscando o produto e intimando os ingleses para acabarem com o negócio, gerando a PRIMEIRA GUERRA DO ÓPIO
- Resultado foi péssimo, China foi obrigada a assinar o Tratado de Nanquim, o qual cedia a ilha de Hong Kong aos ingleses e abria cinco portos ao comércio estrangeiro - Inglaterra instalou missões diplomáticas e legalizou o comércio do ópio
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