Boyhood - Da Infância à Juventude
Por: DaniellaLNegry • 1/5/2019 • Trabalho acadêmico • 1.081 Palavras (5 Páginas) • 417 Visualizações
BOYHOOD - DA INFÂNCIA À JUVENTUDE
Alciléia Carvalho Silva Cruz
Daniella Lima Negry
Thaynar
Disciplina: Psicologia do Desenvolvimento II
Prof.: Ana Letícia Covre Odorizzi Marquezan
Resumo
Faz uma análise psicológica do filme Boyhood – Da Infância à Juventude.
O filme norte-americano Boyhood – Da infância à Juventude (2014), drama dirigido por Richard Linklater, retrata doze anos da vida de uma família conturbada por situações cotidianas, tais como: separação, mudança de cidade e escola, relacionamento entre irmãos, brigas de casal, autoridade de padrasto e relacionamentos com pares diferentes.
A família composta pela mãe, Olívia, que separada do pai, Mason - que deixou a família para trabalhar no Alaska por um período, ficou com a responsabilidade de criar sozinha os dois filhos do casal, Samantha e Mason Jr.
Samantha, a filha mais velha, possui personalidade forte e se destacava pelas boas notas obtidas na escola, enquanto o outro filho, Mason Jr, com aproximadamente 6 anos de idade, demonstra ser mais tímido, sereno e, em alguns momentos, apresenta-se desligado e até meio ausente do mundo à sua volta.
Em dado momento, a mãe decide melhorar profissionalmente para melhor cuidar dos filhos e muda de cidade para voltar à universidade e terminar o curso universitário. A situação da mudança, de início, não é bem aceita pela filha, Samantha, preocupada com o afastamento dos amigos, demonstrando a importância dada às amizades na adolescência.
Na nova cidade, a família vai morar com amigos e a mãe da Olívia, avó das crianças, ajuda com os netos enquanto a mãe frequenta a universidade.
A mãe, Olívia, ainda se vê às voltas com relacionamentos desastrosos com homens que fazem uso abusivo de álcool, são dois casamentos e alguns namoros no período retratado no filme.
Pudemos observar que o ambiente familiar influencia para o desenvolvimento do ser humano nos aspectos físico, cognitivo e social. As mudanças de comportamento ocorrem de acordo com a vivência de cada um.
Segundo Papalia e Feldman (2013)1, as influências do ambiente familiar no desenvolvimento das crianças vêm da atmosfera no lar. Um fator de contribuição para a atmosfera é se ela é sustentadora e amorosa ou dominada por conflito.
No filme, sentimentos como cumplicidade, afetividade, disponibilidade e respeito, inclusive nas situações mais tensas, imperam no relacionamento entre a mãe e os dois filhos.
Mason Jr, com a idade aproximada de 6 anos, classificado na terceira infância, era bastante perceptivo quanto às crises familiares, como se pode observar da cena em que presencia a discussão da mãe com o namorado pelo fato de não poder sair por não ter com quem deixar os filhos.
Ele (Mason Jr), no início do filme, encontra-se no estágio operatório-concreto, em que as crianças são capazes de fazer operações mentais para resolver problemas concretos. “As crianças podem pensar logicamente porque conseguem levar em conta os vários aspectos de uma situação” (Papalia e Feldman, 2013).
As crianças neste estágio (operatório-concreto) conseguem, por exemplo, encontrar o caminho de casa, como Mason Jr fez quando sua irmã se esqueceu de buscá-lo na escola, percorrendo a pé o caminho da escola até a universidade onde a mãe estava frequentando aula.
O comportamento de Samantha externalizava de maneira agressiva, desobediência e briga, considerando a fase de desenvolvimento que passava, ou seja, a terceira infância com pré-adolescência. É importante frisar da influência que o ambiente familiar contribui para o desenvolvimento das crianças.
No filme também pudemos acompanhar a passagem do personagem Mason Jr da infância para a adolescência, no aspecto físico - ficou mais alto, voz mais grossa, perdendo o aspecto de criança-, e psicossocial, quando passa das brincadeiras com amigos aos relacionamentos amorosos.
Uma cena que evidencia essa passagem é o consumo de álcool quando estão em grupo de amigos e seu envolvimento amoroso com duas jovens.
“O uso de substâncias frequentemente começa quando as crianças entram no ensino secundário, onde se tornam mais vulneráveis à pressão do grupo” (Papalia e Feldman, 2013).
“Na maioria das sociedades modernas, a passagem da infância para vida adulta é marcada não por
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