A Resenha O que é a Dialética
Por: luizinf • 28/3/2017 • Resenha • 615 Palavras (3 Páginas) • 236 Visualizações
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE BRASÍLIA
FACES
CURSO DE BIOMEDICINA
DISCIPLINA: SOCIOLOGIA
SEMESTRE/ANO LETIVO: 1º/2017
ALUNO: Luiz Fernando M. C. Guimarães
PROFESSOR: Marcelo Tadeu dos Santos
Resenha do livro “O Que é a Dialética” de Leandro Konder
No primeiro momento do livro, entendemos que a Dialética era, na Grécia antiga, considerada a arte do diálogo. Mais tarde passou a ser considerada a arte de, no diálogo, apresentar uma tese por meio de uma argumentação.
Para Aristóteles, Zênon de Eleia (490-430 a.C.) foi o criador da dialética, já outros, consideram que foi Sócrates (469-399 a.C.). Durante uma discussão sobre a filosofia, Sócrates desafiou os generais Lachés e Nícias para definirem o que era bravura. Desafiou, também, o político Calichés para que definisse o que era política e justiça, com o intuito de demonstrar que só a filosofia, por meio a dialética, podia lhes proporcionar os instrumentos indispensáveis para entenderem a essência daquilo que faziam, das atividades profissionais a que se dedicavam.
Atualmente, após mudanças em seu conceito, a dialética recebeu outro significado: ”é o modo de pensarmos as contradições da realidade, o modo de compreendermos a realidade como essencialmente contraditória e em permanente transformação.”
Nesse sentido, Heráclito de Éfeso (540-480 a.C.) é o que mais se aproxima no sentido literal da palavra dialética. Para ele, tudo está em constante mudança: vida ou morte, sono ou vigília, juventude ou velhice, são realidades onde uma se transforma em outra. O fragmento nº 91, em especial, tornou-se famoso: nele se lê que um homem não toma banho duas vezes no mesmo rio. Por quê? Porque da segunda vez não será o mesmo homem e nem estará se banhando no mesmo rio (ambos terão mudado). Por essas concepções Heráclito era considerado obscuro pelos gregos.
Os gregos acharam essa concepção de Heráclito muito abstrata. “O que é que explicava que os seres se transformassem, que eles deixassem de ser aquilo que eram e passassem a ser algo que antes não eram?” Heráclito negava a existência de qualquer estabilidade no ser. Outro pensador da época, Parmênides, proporcionou uma resposta da qual os gregos preferiram. Parmênides ensinava que a essência profunda do ser era imutável e dizia que o movimento (a mudança) era um fenômeno de superfície. Essa linha de pensamento ficou conhecida como metafísica e acabou prevalecendo sobre a dialética de Heráclito.
A concepção metafísica prevaleceu historicamente por muitos anos, pois correspondia exatamente o as classes dominantes queriam, ou seja, amarrar as concepções, valores, conceitos da sociedade, para impossibilitar que essa, ceda à tentação de mudar o regime vigente na época.
Logo, a Dialética foi “reduzida”, mas não extinta. Após a morte de Heráclito, Aristóteles reintroduziu as concepções dialéticas, ou seja, foi ele quem salvou a dialética.
Durante a Idade Média, a dialética foi basicamente esquecida, devido a ideologia monopolizada pela Igreja. A dialética teve que lutar para permanecer no campo filosófico. Houve filósofos que tentaram mudar esse paradigma como Guilherme de Occam (1285-1349), impondo uma nova visão a partir do século XIV.
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