A Anamnese Na Nutrição
Por: Gbarielle Barros • 4/1/2021 • Resenha • 1.020 Palavras (5 Páginas) • 309 Visualizações
Introdução: O monitoramento da qualidade da terapia nutricional é de extrema importância
para a identificação de não conformidades em relação às metas nutricionais e à real oferta
enérgico-proteica, e, consequentemente, proporcionar melhorias na assistência ao paciente grave.
Objetivo: Avaliar a adequação da nutrição enteral (NE) por meio da aplicação de indicadores
de qualidade da terapia nutricional em Unidades de Terapia Intensiva. Método: Foi avaliada a
adequação de calorias e proteínas calculadas, prescritas e ofertadas. Também foram aplicados
indicadores de qualidade da terapia nutricional enteral propostos pelo International Life Sciences
Institute Brasil. Resultados: Foram avaliados 53 pacientes, com idade média de 59,3±17,64
anos; 56,6% eram do sexo masculino. A adequação entre o prescrito e o calculado foi 72,15%
para caloria e 57,58% para proteína, entre prescrito e infundido foi de 71,67% tanto para caloria
e proteína, e a razão entre o calculado e infundido foi de 53,36% e 40,7% de caloria e proteína,
respectivamente. Foram observadas não conformidades em relação às metas pré-estabelecidas
nos seguintes indicadores de qualidade: dias com oferta calórica administrada maior ou menor
que 20% da oferta prescrita em pacientes em NE (25%), dias com aporte proteico insuficiente no
total de dias (49,37%) e pacientes em jejum por mais de 24 horas (52,83%). Conclusão: Foram
encontradas inadequações na prescrição e oferta da NE, principalmente proteica. Assim como,
frequência elevada de jejuns inadequados e alta mortalidade no grupo estudado.
ABSTRACT
Background: Monitoring the quality of nutrition therapy is extremely important to identify
non-conformities in relation to nutritional goals and the real energetic-protein supply, and
consequently provide improvements in care for critically ill patients. Objectives: To assess the
adequacy of enteral nutrition through the application of nutritional therapy quality indicators in
Intensive Care Units. Methods: It was evaluated the adequacy of calories and proteins calculated,
prescribed and offered. Also enteral nutrition therapy quality indicators were applied. Results:
Fifty-three patients were evaluated,with a mean age of 59.3±17.64 years; 56.6% were male.
The suitability of prescribed and calculated was 72.15% to calories and 57.58% protein, between
prescribed and infused was 71.67% for both calories and protein, and the ratio between the
calculated and infused was 53.36% and 40.7% of calorie and protein, respectively. It was observed
non-conformities in relation to pre-established goals in the following quality indicators: days
with higher administered energy intake or less than 20% of the prescribed offering in patients
enteral nutrition therapy (25%), days with insufficient protein intake in total days (49.37%) and
patients fasted for more than 24 hours (52.83%). Conclusion: Inadequacies were found in the
prescription and supply of enteral nutrition, especially protein. As well as high frequency of
inadequate fasts and high mortality in this group.
1. Nutricionista pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e Residente em Terapia Intensiva pelo Hospital Universitário da Universidade
Federal do Maranhão (HUUFMA), São Luís, MA, Brasil.
2. Nutricionista pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Doutora em Saúde Coletiva pela UFMA, Docente da UFMA, São Luís, MA, Brasil.
Qualidade da terapia nutricional enteral em
unidades de terapia inte
As metas de energia e proteína calculadas estão de
acordo com as preconizadas pelas diretrizes em terapia
nutricional, que determina oferta de calórica de 20 a 25
kcal/kg/dia na fase aguda e 25 a 30 kcal/kg/dia na fase
de recuperação6 e proteica de 1,2 a 2,0 g/kg/dia, podendo
chegar a 2,5 g/kg de peso ideal/dia em pacientes com
obesidade mórbida2.
Contudo, foi observada uma subprescrição calórica
e proteica. Tal resultado foi em parte determinado pela
disponibilidade apenas de fórmulas normoproteicas, e indisponibilidade de módulos proteicos, em alguns períodos da
realização desta pesquisa. Oliveira et al.12 observaram que
a adequação em 100% entre calculado e prescrito só foi
possível com a aquisição de fórmulas hiperproteicas.
Outra situação que pode contribuir com a inadequada
prescrição da NE é que a intervenção nutricional é muitas
vezes negligenciada, por não ser encarada como prioridade,
em detrimento de outros cuidados médicos, tal como a
hemodinâmica do paciente, o neurológico e estabilidade
respiratória13.
Sabe-se que a suboferta da NE é uma realidade em
UTIs12,14.Um estudo observacional multicêntrico internacional
conduzido em 158 UTIs de 20 países também verificou
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